Respiração

                                                                   O Fenômeno visível da Respiração...

1.    Respiração Abdominal Diafragmática (Baixo-Ventre) na inspiração o ar movimenta e empurra o abdômen sob pressão de cima para baixo em direção ao baixo ventre;

1 = Virilha é abaixada pela pressão do ar, extendendo para baixo o abdômen;

 2.    Respiração Abdominal Intercostal (Lateral e Baixa) - a que sustenta a pressão do ar; enchendo as laterais do abdômen = Apoio Diafragmático;

2 = Alargamento Lateral das Costelas e Abdômen é a respiração responsável pela agilidade na absorção do ar, como também no chamado apoio, necessário para a sustentação da voz;

 3.    Respiração Intercostal (Lateral e Alta) - a que dá amplitude e aumento da resistência respiratória;

3 = Alargamento Superior e Posterior das Costelas é a respiração que ocorre pelo aumento substancial do espaço posterior dos pulmões; inspiração intercostal superior profunda, com alargamento total das costelas altas, sendo responsável pela resistência, “fôlego” e domínio da saída de ar;

 4.    Peitoral  - levanta-se o peito dando mais espaço para o Diafragma se expandir;

OBS.: A respiração peitoral não deve ser confundida como essência da respiração, pois ela por si só, não serve para o canto por tensionar a garganta e músculos toráxicos  e também por estrangular a coluna de ar. Os ombros não levantam nunca, muito menos, caem para frente durante a expiração.

* Respiração Profunda = 1, 2, 3 e 4 completas.

 5.    Respiração Áfona (Inspiração Conjunta pelo Nariz e Boca) - a que dá agilidade e rapidez na absorção do ar. Para utilizarmos esta respiração, como em tudo na vida, devemos  conhecer a fundo e “saber a forma”; Áfona” ou pela boca, onde primeiro abaixamos o Diafragma e elevamos o fundo da garganta, abrindo a passagem do ar e assim adquirindo uma forma de inspirar sem ruído e rápida;

 OBS.: A respiração áfona ou semi-nasal deve ser utilizada com muito cuidado em dias muito frios ou locais refrigerados com ar condicionado, pois o ar que inspiramos pela boca, resfria em muito o fundo da garganta, podendo ocasionar algum choque térmico, em virtude das cordas ou pregas vocais, estarem aquecidas pelo constante movimento durante a emissão da fala ou canto, podendo gerar desta forma a tão temida rouquidão.

“Ao relaxarmos o corpo para inspirar-mos, o abdômen vai para fora e o Diafragma vai para baixo, 
executando assim a chamada Fisionomia da Respiração.”      

Neste processo da inspiração para o canto em primeiro lugar o Diafragma desce estendendo para fora e para baixo o abdômen (30%) , e, logo em seguida, a inspiração intercostal é ampliada profundamente, alargando as costelas (70%), possibilitando desta forma uma respiração ampla, completa e apoio necessário à Voz. Este movimento fisiológico é vertical e de baixo para cima, isto é, do baixo ventre até abaixo dos ombros.


A importância da Educação Diafragmática...

            Para observarmos e educar o Diafragma para o canto deve-se usar as consoantes surdas  “P” e “T” e a pressão de ar imposta pelo Diafragma sobre a voz, com vocalizes em “S, F e CH” (sem som, somente ar);

            O Palato-Mole e Diafragma estão em ligação direta, pois no momento em que preparamos a voz para cantar ou pensamos neste ato, ocorrem sob domínio fisiológico, vários movimentos nas cordas vocais, garganta, salivação e inclusive, nos movimentos pré-determinados do DIAFRAGMA na respiração.

A respiração deve estar sob domínio psíquico e muscular, pois a perfeita emissão do som, depende de vários impulsos diafragmáticos e depende ainda mais, de um relaxamento dos músculos que intervêm na emissão da voz.

www.ebighelini.com.br - site do tenor Eduardo Bighelini - O Canto e suas técnicas > <VOLTAR>